Prezado Dr. Heron Lacerda,
Desculpe-me em somente agora respondê-lo. A semana que se passou foi extremamente corrida!
Inicialmente, gostaria de registrar o meu espanto quanto ao fato de somente agora a JLL está solicitando informações
sobre possível má conduta do ex-funcionário Maurício Teixeira. Isso não é fato novo para a JLL!
Aliás, primeiramente todo o ocorrido foi relatado ao Sr. Geraldo, Síndico Geral. E pelo que sei esse colaborar,
a pedido do Sr. Geraldo, deixou imediatamente as dependências do CA Rio Negro. Acredito que o Sr. Geraldo deve ter descrito todo o ocorrido ao Sr. Pisani, que é o gerente técnico do CA Rio Negro.
Caso, entretanto, o Sr. Geraldo não tenha assim procedido, essa questão, dias após à saída do Sr. Maurício Teixeira,
foi também relatada ao Sr. Pisani numa reunião em que participaram o Subsíndico do Bloco Jaçari, Dr. Traldi, o Sr. Geraldo, o Sr. Pisani e eu.
Ao que me parece, houve uma falha de comunicação entre o Sr. Pisani e o setor de investigação de denúncias contra
colaboradores da JLL, já que somente agora foi externado o interesse em deflagrá-la.
Entendo que esse interesse é tardio, visto que o Sr. Maurício Teixeira não mais compõe o corpo de colaboradores
da JLL, pois como dito pelo doutor trata-se de um ex-funcionário. Logo, de nada adiantará revolver essa questão, já que, mesmo em se tratando, em tese, de má conduta, torna-se-á impossível a aplicação de qualquer sanção disciplinar.
Sugiro que os gerentes técnicos, quando cientes de fatos passíveis de sujeição ao código de ética da JLL, imediatamente
comuniquem o setor competente para investigá-los, sob pena de se perder o time.
Tocante a sua abordagem sobre a documentação do Condomínio Rio Negro, caso esteja se referindo à análise das contas
de 2018, 2019 e 2020 do Condomínio Geral, vejo como totalmente impertinente, já que essa questão, por enquanto, está sendo tratada intramuros do Condomínio Centro Administrativo Rio Negro.
A forma como essa questão está sendo conduzida pela gerência técnica do CA Rio Negro revela uma desconformidade
com qualquer protocolo para aplicação de sanção ético-disciplinar, além de nitidamente passar dos limites da impessoalidade e causar, por evidente, prejuízos imateriais a minha pessoa.
Ressalto, por oportuno, que eu também a 14 anos, ou talvez até um pouco mais, sou proprietário de uma unidade no
Ed. Jaçari, e que durante todos esses anos sempre fui um condômino ativo, ético e comprometido com a integridade e transparência dos negócios envolvendo o CA Rio Negro. Essa talvez seja uma enorme coincidência ou afinidade entre a minha pessoa e a JLL, e que
a nossa principal diferença seja a minha não transitoriedade e qualidade de proprietário no CA Rio Negro.
A fim de evitar a ocorrência de novos constrangimentos e prejuízos imateriais, sugiro ao doutor que não me retorne
qualquer e-mail. Por certo que irei buscar tratar pessoalmente desse assunto e de outros mais, nos próximos dias, diretamente com o Srs. Fábio Maceira, CEO da JLL, e Fabio Martins, Diretor de Gerenciamento de Propriedade da JLL.
Espero que entenda o meu posicionamento. Obrigado.
Uma excelente semana!
Atenciosamente,
Fabio J. Odon