| As escolas que receberam bibliotecas estão em quatro regiões do Brasil. Em São Carlos, no interior de São Paulo, foi a vez da Escola Municipal de Ensino Básico Professora Dalila Galli, onde a professora e Consultora Giovana Gaeta leciona. Na sala de aula, Giovana gosta de fazer o que ela chama de “leitura deleite” - aquela que não está vinculada a trabalhos ou a provas. Ler por prazer. E por isso ela considera tão importante que a escola tenha uma biblioteca. "Muitas vezes, as crianças não têm acesso a livros, se não for pelas escolas," diz a educadora e Consultora de Beleza há vinte anos. Giovana faz um trabalho de incentivo à leitura para transformar crianças em leitoras. “Gosto de contribuir para que as crianças pouco a pouco descubram os próprios gostos por livros”, conta. "A leitura sempre foi a parte principal das minhas aulas, seja a leitura deleite, a mediação de leitura ou a contação de histórias." Para as Consultoras que participaram das entregas dos acervos, o acesso à literatura é o plantio de um futuro mais próspero. Para a Consultora Fátima Barbosa de Oliveira, a iniciativa vai abrir caminhos para as crianças hoje e no futuro. “Eu sei que a educação abre portas, inclusive abriu para mim”, conta. “Eu me senti realizada, porque sei que estou plantando uma sementinha”, diz sobre a biblioteca da Escola Estadual Edson Luiz Ribeiro Luzia, em São Paulo. O sentido de realização e encantamento apareceu também no depoimento da Consultora de Beleza, merendeira e professora Fabiana Carlos da Silva, que prefere ser chamada de Fabi. "Fico encantada com toda a escola e sua evolução ao longo dos anos. Ela estava precisando de uma salinha de leitura. Eu amo essa comunidade, eu amo essa escola e eu amo a Natura," celebra. Foi Fabi que abriu as conversas com a Escola Municipal Luiz Lua Gonzaga, de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco. Quando o colégio recebeu o primeiro e-mail do Instituto Natura sobre a doação de uma biblioteca, as pessoas desconfiaram se era mesmo realidade, a professora e Consultora estimulou o diálogo. Para ela, foi mais um jeito de aprofundar a participação na comunidade escolar. Fabi começou a jornada na Escola Municipal Luiz Lua Gonzaga como mãe voluntária, contribuindo com o local onde os filhos estudavam; depois foi contratada para serviços gerais e, mais tarde, como merendeira. Foi o engajamento com a escola que estimulou que ela se formasse em Pedagogia. |